A Empresária sergipana, Soraya Resende, repercutiu em redes sociais depois desabafar sobre a indignação com imposto de 25% para transações exteriores, que está diretamente nas empresas e consumidores do turismo

Por Laís de Melo

Turistas brasileiros e empresários do ramo iniciaram o ano de 2016 com uma surpresa pouco agradável. Para tentar arrecadar recursos devido a atual crise econômica e política no Brasil, o Governo Federal anunciou em dezembro de 2015 que daria fim a isenção sobre remessas ao exterior, o que significa que os turistas terão 25% do Imposto de Renda retido quando fizerem transações internacionais. Em seguida o governo fez promessas de baixar essa taxa de imposto para 6,38%, mas até agora nada foi cumprido.

De acordo com informações divulgadas no site Folha de São Paulo, o valor que for enviado pelos consumidores brasileiros ao exterior vai subir cerca de 33%, o que significa que se o comprador precisar transferir U$ 1.000,00, ele na verdade teria que enviar U$ 1.330,00. Juntando isso com a atual situação cambial que está em disparada com o dólar a R$ 4,05 comercial, significa que vai pesar diretamente no bolso do consumidor e impossibilitar que eles sigam aos destinos turísticos desejados.

Para as empresas essa realidade é ainda mais cruel, e muitas estão inclusive fechando as portas. A empresária Soraya Resende, que atua na área há mais de 20 anos, acompanha passo a passo a situação econômica do país, e revela que o momento é de indignação. Nesta terça-feira (12/01) ela utilizou as redes sociais para desabafar aos seus clientes a verdadeira insatisfação pela cobrança desse Imposto de Renda e explica no texto as consequências para o ramo do turismo para empresas de grande, médio e pequeno porte. Não demorou muito e sua publicação já tinha mais de 100 compartilhamentos e não para de repercutir nos grupos do aplicativo Whatsapp.

Facebook Soraya Resende

“Não sou uma expert em economia, mas sou uma conhecedora do mundo. Nas inúmeras viagens que pude realizar, tive oportunidade de conhecer vários regimes políticos. Muitos que deram e continuam dando certo, muitos que ainda estão buscando acertar, e alguns sem rumo, com vergonhosos contrastes sociais. Infelizmente o meu Brasil encontra-se nessa situação, onde várias gerações de cidadãos terão que sacrificar-se”, desabafou a empresária em seu texto.

Na agência, as funcionárias afirmam que ao explicar a situação para os clientes, muitos não acreditam ou não estão por dentro do que está acontecendo. A consultora Manuela Quireza ressaltou que recentemente um cliente se opôs às informações dela. “Quando eu falei que a cobrança do imposto seria de 33% atualmente, aguardando uma redução do governo para 6,38% no futuro, ele disse que não acreditava que isso poderia acontecer, senão, todas as agências iriam deixar de vender”, disse.

Manuela Escritorio

Só que, o que ele não sabe é que isso já está sendo cobrado e as agências já estão fechando as portas. “Se eu fizer qualquer transação agora para o exterior, terei que pagar os 33,33% do imposto sob remessa internacional. Como sempre fui precavida, resolvi antecipar todos os pagamento de faturas internacionais referente a todos os passageiros que compraram pacotes turísticos em 2015, para viagens agora em 2016. Isso só foi possível porque a nossa empresa utilizou de capital de giro próprio, permitindo a garantia de todas as viagens sem cobranças adicionais”, explicou Soraya.